quinta-feira, maio 20, 2010

A Corrida

Antonio era um taxista normal. Isso, até aquele dia. Foi o seguinte:

Era uma segunda-feira fria de maio. Ele estava voltando de uma corrida e viu uma moça acenando. Já estava se preparando para fechar o dia, duas da manhã, mas decidiu atender aquele último chamado.

Ela era ruiva, com reflexos loiros no cabelo, que se estendia até a cintura. Seu rosto, com algumas sardas, combinava perfeitamente com seu sorriso. Lábios finos, nariz afilado e um olhar penetrante e sedutor.

Não lembro para onde ia, mas sei que o Antonio fez questão de não cobrar a corrida. Ele disse que conversaram bastante, contaram os “causos” da vida. Mas ela tinha algo que o atraía. Algo mágico que ele não conseguiu descrever.

Quando chegaram ao destino, um desses hotéis que tem por aí, ela ia se despedindo, mas o Antonio não queria deixá-la ir embora. Ele não acreditava que perderia, para sempre, a mulher que sempre procurou. E como tentou fazer com que ela desse alguma forma de contato! Um telefone, um endereço, email, msn, orkut, twitter, facebook, até a coordenada para onde ele deveria enviar o sinal de fumaça. Mas ela não deu nada. Nem mesmo seu nome.

Após muita insistência, sem nenhum proveito, para que ele aceitasse o pagamento da corrida, ela se desfez de suas tentativas e partiu para seu quarto no hotel.

Antonio, muito abalado, foi para casa. Mas, toda noite, ele faz questão de dirigir pelo mesmo caminho que fez com ela. Na tentativa de encontrar a ruiva.

Nunca mais ele foi o mesmo.

Chegamos ao destino, doutor. São R$ 27,00.

3 comentários:

Thalita Clemente disse...

?

Felippe L.B. Katan disse...

Q?!

Marcele disse...

Post Rápido, Corrida rápida... R$27 será que foi do centro a ipanema?

Bjos